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 Não Culpados em Nuremberg

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Depõem os defensores dos alemães em Nuremberg


Por Carlos Porter

 



 


WILHELM KEITEL

Keitel foi enforcado por sua alegada responsabilidade nas atrocidades que afirmaram ter sido cometidas na Rússia, e pelos Decretos Comissário e Noite e Nevoeiro. As provas contra Keitel consistem em grande parte nos "relatórios" das "Comissões Soviéticas de Crimes de Guerra" (XVII 611-612 <<663-664>>, XXII 76-83 <<90-98>>). Trata-se de resumos contendo juízos finais, conclusões e generalizações sem qualquer comprovação ou documentos. Nesses relatórios os órgãos militares são erradamente designados e confundidos.

Entre os documentos soviéticos usados para condenar Keitel encontram-se os Documentos USSR-4; 9; 10; 35; 38; 40; 90; 364; 366; 407 e 470.

O USSR-4 é "relatório" que alega a disseminação intencional de epidemia de tifo a fim de exterminar a população russa. A responsabilidade por esse crime é atribuída ao "governo de Hitler e ao Comando Supremo das Forças Armadas". (Ver também: Relatório sobre Crimes dos Estados Unidos na Coréia, Beijing (1952) [Guerra bacteriológica americana]).

Os Documentos USSR-9, 35 e 38 são também Relatórios Soviéticos de Crimes de Guerra.

O Documento USSR 90 é o julgamento de um tribunal militar soviético, afirmando que "invasores fascistas alemães cometeram crimes bestiais" e atribui tais crimes ao "Comando Alemão das Forças Armadas".

Os documentos originais não são anexados e ordens taxativas não são mencionadas. O nome de Keitel não é mencionado. Os outros documentos são "cópias autenticadas" (XVIII 9-12 <<16-19>>) de documentos supostamente em poder dos russos.

O "Decreto de Noite e Nevoeiro" (XVIII 19-22 <<27-30>>) pretendia ser a alternativa à opção de abrir fogo contra membros da resistência. Foi concedido pela acusação que essas pessoas podiam ser legalmente mortas (V 405 <<456>>) mas os alemães achavam indesejável condenar todos eles à morte.

Sentenças de prisão eram tidas como pouco capazes de dissuadir os resistentes, já que todos contavam que a guerra ia terminar em poucos anos (XXI 524 <<578-579>>). A Ordem Comissário tivera pouco ou nenhum efeito prático, em parte devido à dificuldade em determinar quem era comissário, em meio aos russos (XXI 404-405 <<446-447>>); XXII 77 <<91>>).

Keitel foi acusado até hoje de impedir acesso a Hitler, isto é, proteger Hitler contra certas informações. Tal acusação extremamente absurda é refutada às páginas 654-661 <<710-717>> do Volume XVII.

Também usado contra Keitel foi o Documento 81-PS, citado no discurso de abertura de Jackson e o Documento USSR 470, "cópia autêntica" significando que o documento foi redatilografado, para fazer a cópia, de documento "original" escrito inteiramente em servo-croata e supostamente encontrado na Iugoslávia, com assinatura datilografada de Keitel. Não foi alegado que Keitel compreendesse servo-croata, e sim que se tratava de "tradução" de documento escrito em alemão, que os iugoslavos não haviam encontrado (XV 530-536 <<578-585>>).

O julgamento de Keitel aparece em X 468-658 <<527-724>>; XI 1-28 <<7-37>>; XVII 603-661 <<654-717>>; und XVIII 1-40 <<7-48>>.

CONSTANTIN VON NEURATH

Von Neurath foi vítima de grosseira falsificação, o Documento 3859-PS. Os tchecos redatilografaram documento autêntico, fazendo grandes alterações e acréscimos e apresentaram a "fotocópia" de sua "cópia", com assinaturas datilografadas, ao tribunal. O documento original estava na Tchecoslováquia.

Nesse documento praticamente tudo está errado: a burocracia alemã era extremamente complexa e muitos documentos da acusação trazem endereços falsos, referências falsas e marcas de procedimento incorretos, que não se mostram óbvias de modo imediato. Com relação a esse documento von Neurath disse:

"Lamento dizer que vocês estão mentindo" (XVII 67 <<79>>; 373-377 <<409-413>>).

Von Neurath foi condenado por fechar universidades tchecas (o que não é crime, sob a lei internacional, quando executado por governo de ocupação) pela morte de nove líderes estudantis tchecos após demonstração pública. Esses crimes foram "provados" com vários documentos: USSR 489; "cópia autenticada", autenticada pelos tchecos, USSR-60, "relatório" de uma "Comissão de Crimes de Guerra", citando as "declarações" de Karl Hermann Frank, que não foram juntadas ao relatório; e USSR-494, "declaração juramentada" assinada por Karl Hermann Frank 33 dias antes de sua execução. As declarações atribuídas a Frank no Relatório de Crimes de Guerra não estavam, naturalmente, assinadas ou datadas e os documentos originais se achavam na Tchecoslováquia (XVII 85-90 <<98-104>>).

Grande parte das "provas" forjadas contra Von Neurath, Schacht, Von Papen, Raeder e outros, adveio das declarações juramentadas de um diplomata americano idoso, residente no México (Documentos 1760-PS; 2385-PS; 2386-PS; EC-451).

Afirmou-se que esse diplomata, por nome Messersmith, era idoso demais para comparecer ao tribunal (II 350 <<387>>); foi negado, todavia, que estivesse senil (II 352 <<389>>). A "prova" consiste nas opiniões pessoais de Messersmith sobre as motivações e caráter das outras pessoas.

O "julgamento" de Von Neurath aparece em XVI 593-673 <<649-737>>; XVII 2-107 <<9-121>>; XIX 216-311 <<242-345>>).

FRANZ VON PAPEN

Von Papen foi acusado de ter conspirado com Hitler a induzir Hindenburg a aceitar Hitler no governo como Chanceler do Reich. De acordo com tal opinião Hindenburg teria sido enganado por Von Papen a crer que a guerra civil estouraria se tal não fosse feito.

O Chanceler do Reich dessa época, Von Schleicher, tentara governar ilegal e inconstitucionalmente por algum tempo, sem o apoio dos Nacional-Socialistas, que detinham a maior maioria na história do Reichstag. Muitas das ilegalidades de Hitler datam, na verdade, de período anterior ao do governo de Von Schleicher (XXII 102-103 <<118-119>>). Fora essa a última alternativa para o caos de 41 partidos políticos, cada qual representando algum interesse financeiro privado.

Os vencedores democráticos exigiram de Von Papen, em 1946, que tivesse previsto a intenção de Hitler de "desencadear guerra agressiva" em 1936 e conspirado com Von Schleicher para governar por meio de ditadura militar.

Von Schleicher foi mais tarde fuzilado, em seguida ao Putsch de Röhm. Tais mortes foram consideradas legais por Hindenburg, como se tornou evidente em telegrama dele, dando parabéns a Hitler (XX 291 <<319>>; XXI 350 <<386>>; 577-578 <<636-637>>; XXII 117 <<134-135>>). Von Papen também achava que a morte de Röhm e seus seguidores fora justificada pela emergência (XVI 364 <<401>>) mas achava que muitas outras mortes não justificadas haviam tido lugar e que era dever de Hitler efetuar investigação e punir os culpados. Tal não foi feito.

Foi concedido pela acusação, em Nuremberg, que o Programa do Partido Nazista nada continha de ilegal e na verdade era quase merecedor de elogios (II 105 <<123>>). Os Nacional-Socialistas tinham sido declarados legais pelas autoridades de ocupação no Reno em 1925 (XXI 455 <<505>>) e pelo Supremo Tribunal da Alemanha em 1932 (XXI 568 <<626>>) e pela Liga das Nações e pelo Residente Geral Polonês em Dantzig em 1930 (XVIII 169 <<187-188>>).

Não ficou claro em 1933 que o Exército apoiasse unanimemente Von Schleicher contra os Nacional-Socialistas, que tinham direito legal ao governo. A recusa de Hindenburg em violar a Constituição ao risco da guerra de guerra civil levou Hitler ao governo de modo inteiramente legal (ver também XXII 111-112 <<128-129>>).

Von Papen foi acusado de "atos imorais", na promoção do "Plano Comum" tais como o uso íntimo do tratamento du ("tu", segunda pessoa do singular) em conversa com o Ministro Exterior austríaco, Guido Schmidt. Nesse momento Von Papen observou: "Sir David, se já esteve na Austria alguma vez, saberá que todos usam du dirigido a qualquer outra pessoa (XVI 394 <<435>>).

Os atos de Von Papen que não podiam ser chamados de "criminosos" foram empregados para provar "a duplicidade", sem trocadilho, do acusado. Uma construção mental foi erigida sobre os atos de Von Papen, usando para isso a interpretação pessoal posterior ao fato.

As vezes se alega que como Von Papen, Fritsch e Schacht foram absolvidos, Nuremberg terá sido julgamento "justo". O contrário não se aplica ao Tribunal Militar Internacional do Extremo Oriente, ou a outros julgamentos em que não houve absolvições. Esquecem-se de que os julgamentos de feiticeiros do Século XVII davam uma média de 5 a 10% de absolvições.

O julgamento de Von Papen aparece em XVI 236-422 <<261-466>>; XIX 124-177 <<139-199>>.

ERICH RAEDER

Raeder foi acusado de "conspirar" com os japoneses para atacar os Estados Unidos. Outros crimes cometidos por Raeder incluíam ouvir discursos, estar presente a conferências, ter conhecimento dos planos de contingência e receber presentes de aniversário.

Raeder provou que os americanos sabiam do ataque iminente a Pearl Harbor dez dias antes do mesmo ocorrer, enquanto os alemães de nada sabiam (XIV 122 <<137-138>>).

O exame feito por Raeder sobre os preparativos militares alemães e os discursos de Hitler serão examinados juntamente com os de Von Ribbentrop (XIII 595-599 <<656-660>>; 617-631 <<680-696>>; XIV 1-246 <<7-275>>; XVIII 372-430 <<406-470>>).

JOACHIM VON RIBBENTROP

Von Ribbentrop foi enforcado por ter assinado o Pacto Molotov-Ribbentrop, que antecedeu e possibilitou o ataque à Polônia. Ribbentrop defendeu seus atos com base em que um milhão de alemães tinha sido expulso de território polonês em período de 20 anos, seguido por numerosas atrocidades cometidas contra eles e queixas ao Tribunal Mundial em Haia e à Liga das Nações em Genebra, queixas essas que tinham sido ignoradas por todo esse tempo. Tratava-se de alemães étnicos com cidadania polonesa, residindo em terras dadas ao novo estado polonês pelo Tratado de Versalhes.

A 23 de outubro de 1938 Ribbentrop fez oferta aos poloneses, oferta que o embaixador britânico, Sir Neville Henderson, reconheceu como razoável, chamando-a de "proposta pura da Liga das Nações": Ribbentrop pedia o plebiscito no Corredor Polonês; a devolução de Dantzig (cidade cem por cento alemã) ao Reich e a construcão de ferrovia extra-territorial de pista dupla e acesso por rodovia, por esse Corredor, à Prússia Oriental, que havia antes sido separada do resto da Alemanha e só podia ser alcançada pelo mar, desafiando todo o bom senso, isto é, uma ponte terrestre à Prússia Oriental (X 260-269 <<295-304>>; 280-281 <<317-318>>; 367-369 <<416-417>>).

Em troca os poloneses receberiam ajuste financeiro vantajoso; a garantia de uso portuário e saída para a produção polonesa pelo porto de Dantzig. O futuro do Corredor seria decidido de acordo com o princípio de auto-determinação, os poloneses receberiam saída para o mar e a maior parte do Pacto de Amizade Alemão-Polonês (assinado por Hitler em 1934 diante de amarga oposição alemã) seria renovada por um período a mais (XIX 362-368 <<399-406>>. Para saber da versão adotada pela acusação quanto a esses acontecimentos, ver III 209-229 <<237-260)).

Era esse o "plano nazista para conquistar o mundo", que serviu de pretexto para toda a guerra, incluindo, com o tempo, Pearl Harbor, Hiroshima e Yalta.

Em resposta os poloneses disseram que qualquer alteração na situação de Dantzig representaria a guerra com a Polônia. Foi ordenada a mobilização geral. As expulsões continuaram, enchendo os campos de refugiados ao longo da fronteira polonesa-alemã.

O embaixador polonês, Lipski, afirmou a 31 de agosto de 1939, ao que se diz, que tinha muito boa noção da situação na Alemanha, tendo servido nesse país por muitos anos. Não se interessou por qualquer nota ou proposta vinda da Alemanha. Em caso de guerra eclodiria a revolução na Alemanha e o exército polonês marcharia em triunfo até Berlim (XVII 520-521 <<565-566>>; 564-566 <<611-614>>; XX 607 <<661>>).

Ribbentrop afirmou que a atitude dos poloneses tornava inevitável a guerra; que o problema do Corredor e das expulsões tinha de ser resolvido; para tanto Hitler como Stálin os territórios em causa tinham sido perdidos para ambos os países após guerra desastrosa, seguidos por tratados igualmente desastrosos (X 224-444 <<254-500>>; XVII 555-603 <<602-655>>).

Aos alemães de Nuremberg apareceu somente esta explicação: os poloneses e os ingleses achavam-se em contato com o chamado "subterrâneo" alemão, que tivera sua importância amplamente exagerada (XVII 645-661 <<699-717>>; XIII 111-112 <<125-126>>).

O intérprete de Hitler apresentou-se como testemunha e declarou que os alemães não podiam acreditar que os ingleses entrassem na guerra por algo que seu embaixador admitia ser razoável. De acordo com esse intérprete de Hitler, Paul Schmidt, seguiu-se todo um minuto de silêncio quando a mensagem de declaração de guerra dos ingleses foi feita, após o que Hitler se voltou para Ribbentrop e perguntou: "O que faremos agora?" (X 200 <<227>>).

O testemunho de Paul Schmidt fez luz em famosa observação atribuída a Von Ribbentrop, a de que os judeus deviam ser mortos ou confinados a campos de concentração. O que ocorreu, de acordo com as declarações de Schmidt (X 203-204 <<231>>) foi que Hitler estava pondo pressão sobre Horthy, para que este adotasse medidas mais fortes contra os judeus. Horthy disse: "O que devo fazer? Não posso matá-los". Von Ribbentrop ficara muito irritado e dissera: "Há duas alternativas. Fazer exatamente isso ou eles podem ser internados". Isto apareceu nos anais da conferência como afirmação do Ministro do Exterior do Reich no sentido de que "os judeus deviam ser mortos ou confinados a campos de concentração." A declaração foi usada contra Von Ribbentrop e todos os demais acusados durante o julgamento, a despeito do testemunho prestado por Schmidt, de que as atas de registro estavam incorretas (X 410-411 <<462-463>>).

De acordo com Von Ribbentrop, Gúring, Raeder e quase todos os acusados, com exceção de Schacht, os alemães não estavam preparados para a guerra e não planejavam "agressão" (XVII 522 <<566-567>>), XXII 62, 90 <<76, 105>>).

A invasão da Bégica, Países Baixos e França não foi "agressão", porque a França declarara guerra à Alemanha. A Bélgica e os Países Baixos esperavam que os aviões ingleses sobrevoassem seus países, todas as noites, para lançar bombas sobre o Ruhr. Os alemães protestaram por escrito 127 vezes (XVII 581 <<630>>, XIX 10 <<16>>).

Göring, Raeder, Milch e muitos outros depuseram no sentido de que a Alemanha tinha apenas 26 submarinos no Atlântico, com número insuficiente de torpedos, em oposição a 315 submarinos em 1919 (XIV 26 <<34>>) e quantidade "ridícula" de bombas (XIX 4-5 <<11-12>>).

Hitler disse ao Marechal de Campo Milch, em maio de 1939, que não havia necessidade de produção total de bombas, pois não haveria guerra. Milch replicara que a produção completa de bombas levaria meses para atingir seu máximo. A ordem para iniciar a produção total de bombas só foi dada a 12 ou 20 de outubro, 1939 (IX 50 <<60-61>>; XVII 522 <<566-567>>).

A Força Aérea Alemã (Luftwaffe) era destinada à defesa e ao bombardeio de precisão; os alemães cooperavam tanto com os russos como com os ingleses na troca de informações técnicas de valor militar até 1938 (IX 45-133 <<54-153>>; XIV 298-351 <<332-389>>).

Os alemães jamais fabricaram qualquer coisa próxima ao número de navios e principalmente submarinos (XIV 24 <<31>>) que lhes era permitido sob os termos do Acordo Naval Anglo-Germânico de 1935 (XVIII 379-389 <<412-425>>). Esse acordo representava o conhecimento, pelos ingleses, de que o Tratado de Versalhes estava desatualizado. Era também a limitação voluntariamente imposta por Hitler ao armamento naval alemão (XIX 224-232 <<250-259>>).

Quando a guerra irrompeu, muitos encouraçados alemães grandes ainda estavam em construção e tiveram de ser sucateados porque teriam levado anos para completar (XIII 249-250 <<279-280>>; 620-624 <<683-687>>). De acordo com declaração assinada por seu capitão, um dos maiores encouraçados da Alemanha, o Gneisenau, se achava em viagem de treinamento perto das ilhas Canárias quando a guerra eclodiu, sem qualquer munição a bordo (XXI 385 <<425>>).

Hitler era blefador que gostava muito de aterrorizar os políticos com discursos altamente ilógicos e muito contraditórios (XIV 34-48 <<43-59>>; 329-330 <<366>>), uns a contradizer os outros (XXII 66-68 <<80-81>>). Por esse motivo as anotações estenográficas exatas jamais foram feitas antes de 1941 (XIV 314-315 <<349-350>>).

Muitos "discursos de Hitler" são semi-falsificações ou falsificações completas (XVII 406-408 <<445-447>>, XVIII 390-402 <<426-439>>; XXII 65 <<78-79>>).

Os alemães acreditavam que não mais seriam impedidos pelo Tratado de Versalhes porque seus termos -- o preâmbulo à Parte V -- haviam sido violados pelos ingleses e principalmente pelos franceses. O desarmamento alemão deveria ser acompanhado pelo desarmamento geral (IX 4-7 <<12-14>>; XIX 242 <<269>>, 356 <<392>>).

Hitler oferecera desarmar-se até a última metralhadora, desde que as outras nações fizessem o mesmo; mas a a Alemanha não podia permanecer para sempre em posição enfraquecida, para ser invadida e esmagada a qualquer momento. A reocupação do Reno trazia à Alemanha uma fronteira natural que protegia o Ruhr e teria sido questão corriqueira para qualquer governo. A Europa Oriental fervilhava em conflito entre estados altamente armados; a Prússia Oriental não era defensável; os poloneses se achavam abertamente a exigir partes da Silésia superior (XII 476-479 <<520-524>>; XIX 224-232 <<249-259>>, XX 570-571 <<623-624>>).

O Acordo Franco-Soviético de 5 de dezembro de 1934 violava o Pacto de Locarno, do qual os alemães foram condenados por violação (XIX 254, 269, 277 <<283, 299, 308>>).

Não se tornava claro se a ocupação do restante da Tchecoslováquia violava o Acordo de Munich (X 259 <<293-294>>). Isso ocorria porque os russos estavam construindo aeroportos por lá, em colaboração com os tchecos. Estes contavam transformar o restante da Tchecoslováquia em "porta-aviões" dos quais a Alemanha pudesse ser atacada (X 348 <<394-395>>; 427-430 <<480-484>>). Roosevelt declarara que os interesses americanos se estendiam a todo o Hemisfério Ocidental e a Grã-Bretanha proclamara seu domínio sobre metade do mundo; por certo o interesse alemão podia estender-se até a Tchecoslováquia. De Praga a Berlim, por avião, leva-se meia-hora; as ações tchecas estavam claramente ameaçando a segurança alemã.

Não existe coisa tal como o tratado que dure para sempre. De modo geral eles são substituídos por tratados subseqüentes e se tornam obsoletos. Isso em geral é encoberto na linguagem do próprio tratado pelas palavras rebus sic stantibus. Em 1935, Versalhes e Locarno se haviam tornado obsoletos.

ALFRED ROSENBERG & FRITZ SAUCKEL

Assim como Frank, Rosenberg foi acusado de "saquear" e "pilhar" obras de arte. Rosenberg e Frank fizeram ver que a Alemanha tinha de proteger obras de arte, sob os termos da Convenção de Haia, e para fazê-lo se tornava necessário removê-las do cenário de hostilidades. As obras de arte foram cuidadosamente avaliadas, embaladas e reparadas. Se houvesse intenção alemã em "saquear" ou "roubar", não teria sido necessário catalogar essas obras com anotação exata de nome e endereço do proprietário, caso este fosse conhecido.

Diversas obras de arte foram apropriadas por Göring não para seu uso pessoal mas para um museu que Hitler pretendia criar em Linz. Rosenberg protestou contra tal apropriação, dizendo que era seu dever manter as coleções intactas até o final da guerra, na esperança de que o acordo de paz pudesse ser feito com relação a esses objetos.

Rosenberg foi também acusado de roubar milhares de vagões ferroviários cheios de mobília. Tais móveis haviam pertencido a judeus que tinham abandonado os lares ante a chegada dos alemães a Paris. Os apartamentos dos judeus ficaram fechados por 90 dias, após os quais sua propriedade foi confiscada por abandono, já que sua manutenção não podia ser assegurada. Com o tempo passaram a ser usados pelos alemães que haviam perdido seus lares nos bombardeios aéreos. Também então se contava chegar a acordo ao final da guerra.

O ministério de Rosenberg recebeu grande número de queixas, das quais muitas foram investigadas. Numerosas deram por resultado não estarem baseadas em fatos. Em Nuremberg supôs-se simplesmente que todas as queixas fossem "verdadeiras". Cartas enviadas a Rosenberg foram usadas contra ele como provas, embora suas respostas a essas cartas houvessem sido perdidas. As queixas e cartas foram trazidas para provar "participação voluntária no Plano Comum".

Rosenberg foi acusado de conspirar com Sauckel para obter "escravos" para o esforço de guerra, arrecadados dos territórios ocupados. Rosenberg, Sauckel, Speer, Gúring e Seyss-Inquart, todos protestaram que não fosse pelo bloqueio aliado, tal "saque" e "escravidão " não teriam sido necessários; que o bloqueio marítimo era ilegal e causava desemprego em massa nos territórios ocupados; e que os governos de ocupação podem exigir pagamentos em serviços, conforme a Convenção de Haia. Os "escravos" recebiam o mesmo salário que os trabalhadores alemães, que também se achavam sujeitos ao trabalho obrigatório. Funk afirmou que os "escravos" remetiam dois bilhões de Reichmarks em salários às suas famílias (XIII 136 <<153>>). Seyss-Inquart afirmou que havia 500.000 desempregados na Holanda como resultado do bloqueio e se não fossem dotados de emprego, voluntário ou não, juntar-se-iam ao movimento de resistência, que era ilegal pela Lei Internacional. Tais requisitados se mostravam muito felizes por trabalhar em fortificações alemãs nos Países Baixos porque isso tornava menos possível que a invasão aliada ocorresse por aquele país (a probabilidade de invasão pelos aliados foi também motivo para a deportação dos judeus holandeses) (XV 662-668 <<719-726>>; XIX 99-102 <<113-115>>).

Fritsche e outros afirmaram que os "escravos" podiam ser vistos andando livremente por todas as cidades alemãs (XVII 163-164 <<183-184>>), tinham bastante dinheiro e controlavam o mercado negro (XIV 590 <<649>>). Ademais, centenas de milhares desses "escravos" recusavam-se a deixar o país após a guerra, embora seus próprios países tivessem sido "liberados" e a Alemanha estivesse devastada (XVIII 155 <<172-173>>). Tampouco os "escravos" se revoltaram ao final da guerra (XVIII 129-163 <<144-181>>; 466-506 <<509-554>>; XIX 177-216 <<199-242>>; XXI 471-472 <<521-522>>).

Sauckel declarou que o recrutamento de "trabalho escravo" na França foi executado pelo governo francês e por organizações colaboracionistas francesas. Muitas pessoas queriam ser "obrigadas", a fim de evitar vingança pela resistência (XV 1-263 <<7-290>>) mas todas receberam os mesmos salários que os trabalhadores alemães e desfrutaram os mesmos benefícios de saúde e termos de contrato. Longe de "saquear" os territórios ocupados, foi preciso importar muito equipamento valioso. Na Rússia tudo havia sido destruído na retirada, pelos russos. Quando os alemães importaram equipamento e depois o retiraram, em sua própria retirada, a isso chamaram "saque" (IX 171-172 <<195-196>>).

Exemplo de "queixa" que se tornou "crime" foi o caso em que os freqüentadores de teatro se viram, dizia a informação, arrebanhados e levados à "escravidão". Sauckel investigara por alguns meses e descobriu ter sido o caso em que um empreiteiro de mão de obra interrompeu a festa de seus próprios trabalhadores a fim de levá-las a outro local de trabalho (XV 17-18 <<25-26>>).

A medida que as condições de vida pioravam, tornava-se necessária maior obrigação. Se os aliados tinham o direito de confiscar propriedade dos neutros no mar os alemães tinham o de utilizar os recursos dos territórios ocupados na terra.

Outra acusação contra Rosenberg foi a chamada "Ação Feno" em que 50.000 crianças foram "raptadas" para o "trabalho escravo". Rosenberg e Von Schirach afirmaram, ambos, que se tratava de programa de aprendizado destinado a retirar órfãos da zona de guerra (XI 489-490 <<538-539>> XIV 501-505 <<552-556>>). Se o ministério de Rosenberg não retirasse os órfãos da área o Exército o faria.

Uma acusação relacionada a essa é a da organização Lebensborn, alegadamente uma trama constituída para raptar recém-nascidos após ser-lhes medida a dimensão dos pênis (de acordo com "historiadores" judeus mentalmente enfermos). O objetivo de tal organização era remover o estigma da ilegitimidade e ajudar as famílias com prole numerosa (XXI 654-664, volumes alemães; nos volumes americanos não aparecem. Ver também o XXI 352 <<389>>.

O julgamento de Rosenberg aparece em XI 444-599 <<490-656>>; XVIII 69-128 <<81-143>>).

HJALMAR SCHACHT

Schacht constitui anomalia como acusado, porquanto as acusações contra ele contradizem as acusações apresentadas contra os demais acusados. Enquanto estes eram incriminados por "atos de torpeza moral", tais como aceitar presentes de aniversário; fazer discursos de aniversário; ser fotografados; assinar leis legalmente aprovadas pelo Chefe de Estado; achar-se em acordo político com o Chefe de Estado; ou, em caso contrário, faltar a seu "dever moral" de derrubar e assassinar o Chefe de Estado (obviamente não se trata de um dever imposto pela lei, que possa encontrar apoio da lei). Schacht foi acusado de todas essas coisas e, ademais, de violar seu juramento de lealdade a Hitler e enganar Hitler! Isso foi considerado prova de malignidade especial (XII 597 <<652-653>>).

A observação feita por ele sobre a necessidade de mentir tem sido amplamente disseminada a fim de provar a duplicidade nazista. Esquece-se que a pessoa a quem se mentia era Hitler.

Schacht ridicularizou uma acusação após outra com suas tiradas e foi ainda mais sarcástico do que Göring. Jackson, todavia, não era dotado de perspicácia bastante para perceber que Schacht o estava fazendo de palhaço (XII 416-493 <<454-539>>; 507-602 <<554-658>>; XIII 1-48 <<7-58>>; XVIII 270-312 <<299-342>>.

A mentira de Jackson, a de que ele obrigara Schacht a "reconhecer que havia mentido", tem sido levada a sério por muitas pessoas que deviam pensar melhor. Jackson mentia habitualmente (como exemplo, II 438 <<483>>; IX 500-504 <<555-559>>).

BALDUR VON SCHIRACH

Von Schirach foi acusado de conspirar com milhões de crianças para conquistar o mundo, usando imitações de uniformes de escoteiro. Em sua defesa foi dito que tal conspiração envolvendo milhões de participantes constitui absurdo lógico (XIV 360-537 <<399-592>>, XVIII 430-466 <<470-509>>.

Para adiantar-se em tais objetivos conspiratoriais os participantes se empenhavam em práticas de tiro ao alvo com armas de calibre 22 (XIV 381 <<420-421>>) e entoavam canções que às vezes tinham 300 anos de idade (XIV 474 <<521>>).

Em Nuremberg os crimes podiam ser encontrados por toda a parte. Nos casos contra a S. A. (Sturm Abteilung), um artigo sobre como cuidar dos pés foi citado a fim de demonstrar a intenção de empenhar-se em "guerra agressiva"

Schirach foi acusado por Hans Marsalek de ter conhecimento de atrocidades, cuja "recordação" assim transcrita de memória, da "confissão" de Ziereis (entre aspas), um ano após Ziereis ter morrido, que foi utilizada contra Kaltenbrunner (XI 330-333 <<365-369>>; XIV 436-440 <<480-485>>).

Outro crime cometido por Schirach foi o de ser de baixa estatura e gordo (declaração juramentada de Georg Ziemer, 244-PS, XIV 400-401 <<440-441>>). Schirach negou isso, a carga de que "um líder estudantil baixote e gordo" fizera discurso anti-semita em algum lugar.

Foi declarado contra Schirach que ele recebera relatórios dos Einsatzgruppen como Gauleiter em Viena. Tais documentos são fotocópias de "cópias autênticas" em papel comum, sem cabeçalho ou assinaturas, preparados por pessoas desconhecidas e descobertos em uma mina de sal (II 157 <<185>>) pelos russos (IV 245 <<273>>, VIII 293-301 <<324-332>>). Katyn é apresentado como crime alemão (NMT IX 96-117, Julgamento de Otto Ohlendorf).

Aos alemães atribui-se terem eles morto 22.000.000 de pessoas (XXII 238 <<270>>) ou 12.000.000 (XXII 312 <<356>>), após o que os corpos foram queimados e os documentos sepultados.

Documentos são combustíveis, mas os corpos não. Schirach e Streicher foram ambos enganados na "fotocópia" de documento de Hitler em que este "confessava" mortes em massa (XIV 432 <<476>>; XII 321 <<349>>). Já que Hitler era um gênio (X 600 <<671-672>>) e como os gênios não matam milhões de pessoas com escapamento de Diesel e inseticidas que levam 24 horas para matar insetos (Documento NI- 9912), temos que o significado de tal documento foi exagerado. Na verdade, mostra-se típico de Hitler: cheio de linguagem violenta mas falto em teor de fatos. Tampouco é certo que Hitler tivesse equilíbrio mental em 1945 (IX 92 <<107>>). A "confissão" de Hitler é a "fotocópia autenticada" (Documento 9 da defesa de Streicher, XLI 547).

ARTHUR SEYSS-INQUART

Seyss-Inquart é exemplo do modo como hábitos perfeitamente legais são apresentados e considerados "crimes" quando empreendidos por alemães, enquanto atos idênticos, ou atos criminosos, pelo estatuto do próprio tribunal (tais como bombardeios de Dresden, ilegais sob o Artigo 6(b), (XXII 471, 475 <<535, 540>>) foram tratados como contingências de menor importância na grande cruzada para eliminar o Mal.

Pela lei internacional os governos de ocupação podem legislar como bem entenderem (direito afirmado pelo próprio tribunal, XXII 461 <<523>>, porém contradito em XXII 497 <<565-565>> e é requerida a obedência à sua autoridade. Eles podem recrutar mão de obra dentro de certos limites, confiscar propriedade do governo, criar impostos para cobrir os custos da ocupação e não se lhes pede que tolerem resistência armada, greves, publicação de jornais hostis ou se empreguem funcionários locais que não atendam às ordens que lhes sejam dadas. Pôr iniciais em documentos ou transmitir ordens não são crimes, pela lei internacional. Seyss-Inquart impediu muita destruição desnecessária ao final da guerra, destruição essa que teria sido ilegal (XV 610-668 <<664-726>>; XVI 1-113 <<7-128>>; XIX 46-111 <<55-125>>).

Como Reichskomissar para a Holanda, Seyss-Inquart transmitiu ordens para executar membros da resistência após serem julgados por atos de sabotagem ou resistência armada, ilegais sob a Convenção de Haia. As execuções foram levadas a efeito após repetidos atos de sabotagem. A isso se chamou "execução de reféns". A palavra "refém", no entanto, é incorreta (XII 95-96 <<108>>, XVIII 17-19 <<25-27>>, XXI 526 <<581>>, 535 <<590>>).

Para examinar a lei internacional do ponto de vista da promotoria, aceitando a legalidade de suas ações, ver V 537 <<603-604. A acusação reconheceu que os membros da resistência podem ser executados (V 405 <<455-456>>).

A IV Convenção de Haia sobre Guerra Terrestre, de 18/10/1907, contém cláusula sobre a participação de todos (Art. 2); beligerantes que a violem podem ser levados a pagar indenização (Art. 3); proíbe bombardeios "por quaisquer meios" de cidades abertas, monumentos culturais (Arts. 23, 25, 27, 56). Não foi ratificado por Itália, Grécia, Bulgária, Iugoslávia. Foi ratificado pela Rússia tzarista.

ALBERT SPEER

Albert Speer foi condenado por conspirar na escravização de milhões de pessoas nas indústrias alemãs de armamento, onde eram obrigadas a dormir em "mictórios" (Documento D-288, declaração juramentada do Dr. Wilhelm Jäger) e eram torturadas em caixas de tortura produzidas em massa e disfarçadas como armários normais (as "camuflagens" bizarras servem para permitir a apresentação de objetos comuns como "provas" esmagadoras) (Documentos USA-894, 897).

Com relação a essa acusação Speer declarou:

"Encaro essa declaração como mentira... Não é possível arrastar o povo alemão na sarjeta de tal maneira" (XVI 543 <<594>>).

Speer era o tipo de homem bem-sucedido em qualquer sistema. Sempre afirmava nada saber sobre os "extermínios" mas disse que teria sabido se os prisioneiros houvessem sido cremados usando-se bombas atômicas (uma alucinação de Robert Jackson, XVI 529-530 <<580>>).

Speer declarou ter tramado para assassinar Hitler usando gás nervoso altamente sofisticado (XVI 494-495 <<542-544>>). A trama falhou porque o gás só podia ser ativado em altas temperaturas (XVI 529 <<579>>). Na verdade o gás Zyklon apresenta problema semelhante, já que o líquido deve evaporar-se e só o faz vagarosamente, a não ser que seja aquecido. A magia técnica alemã e o adiantamento industrial em geral tornam ridícula qualquer idéia de um "holocausto" usando inseticida ou escapamento de Diesel. Seria mais difícil "arrastar o povo alemão na sarjeta" se houvesse menor número de pessoas hipócritas e oportunistas como Albert Speer (XVI 430-588 <<475-645>>); XIX 177-216 <<199-242>>).

JULIUS STREICHER

Julius Streicher foi enforcado por "incitar ao ódio racial", crime que se torna cada vez mais popular. A acusação contra Streicher é notável, pelo fato de que as nações que pregam a a separação entre Estado e Igreja e a liberdade de expressão e imprensa viessem a conspirar com os judeus e comunistas para enforcar um homem, tendo ele expresso opiniões das quais não se alegou estarem destituídas de verdade.

Um dos crimes de Streicher foi a publicação de suplemento de "assassinato ritual", atribuído aos judeus, em seu jornal anti-semita, Der Sturmer. Ficou expressamente reconhecido pela acusação que suas ilustrações eram autênticas (V 103 <<119>>) e que o artigo tinha referências corretas. Entre as referências de Streicher achava-se pelo menos um erudito, o Dr. Erich Bischof, de Leipzig, e também procedimentos legais modernos (IX 696-700 <<767-771>>). Percebeu-se que investigar a validade de tais referências teria indevidamente prolongado o julgamento, de modo que o artigo não foi apresentado como sendo inverídico. Em vez disso a acusação se saiu com prodigioso ato de telepatia mental e Streicher foi enforcado pelos seus alegados processos e motivações mentais.

Outro crime de Streicher foi o de chamar o Velho Testamento de "romance criminoso horrível... Esse 'livro santo' está cheio de assassinato, incesto, fraude, roubo e indecência". Nenhuma prova foi apresentada para rebater seu ponto de vista (V 96 <<112>>).

Streicher tornou-se famoso como "pornógrafo", "pervertido sexual" e "trapaceiro". A "coleção pornográfica", recebendo melhor exame, mostrou ser o arquivo que seu jornal, Der Sturmer, recolhera de fontes judaicas (XII 409 <<445>>). A acusação de "pervertido sexual", fortemente acentuada pelos russos, teve por origem o chamado Relatório Göring, uma medida disciplinar trazida por um dos muitos inimigos de Streicher. A acusação foi abandonada em Nuremberg e retirada dos registros do julgamento; a Streicher foi dito que não precisava responder qualquer pergunta relacionada a tal acusação (XII 330, 339 <<359, 369>>).

A "trapaça" em propriedade foi igualmente tirada do Relatório Göring e se relacionava a caso isolado, que tinha a ver com os Mars Works. O homem responsável pelas acusações contidas no relatório, por mera questão de coincidência, era o mesmo responsável pela compra efetuada e apresentava como acusação contra Streicher (V 106 <<123>>). Tal relatório afirma que as ações haviam sido devolvidas e o dinheiro despendido por Streicher por elas, 5.000 Reichmarks, lhe fora devolvido após a investigação.

Streicher dava a seus gerentes comerciais completo poder para fazer o que quisessem, dizendo-lhes: "Não me ocupem com questões de negócios. Existem coisas mais importantes que o dinheiro". Afirmava ele que seu jornal era publicado em casa alugada e assim foi até o fim da guerra. Não se tratava de jornal do partido e Streicher nada tinha a ver com a guerra.

Um dos empregados de Streicher apresentou-se como testemunha e declarou: "Quem conhece Herr Streicher como eu conheço, sabe que Herr Streicher jamais tirou coisa alguma de judeu" (XII 385-386 <<420>>).

A segunda esposa de Streicher, Adele Streicher, apresentou-se para dizer: "Acho inteiramente impossível que Julius Streicher tenha adquirido ações desse modo. Acredito que ele nem saiba dizer como é uma ação" (XII 391 <<426>>).

Não foi alegado em Nuremberg que Streicher houvesse escrito todos os seus artigos e publicações. Trau keinem Fuchs auf grçner Heid, und keinem Jud' bei seinem Eid, traduzido pela promotoria como "Não confies numa raposa, seja lá o que tu fizeres, nem ainda no juramento de qualquer judeu" (XXXVIII 129) tomou seu título de Martinho Lutero, Der Giftpitz (O fungo venenoso) e foi escrito por um dos redatores de Streicher, inspirando-se em famoso atacante de crianças, o industrial judeu, Louis Schloss (XII 335 <<364-365>>).

Mais tarde Schloss foi assassinado em Dachau, o que se tornou outra "atrocidade nazista". No debate da acusação quanto ao assassinato de Schloss jamais é mencionado que ele foi um atacante sexual de crianças; em vez disso foi insinuado que Schloss fora morto por ser judeu e não por outro motivo (Documento 664-PS, XXVI 174-187).

Nexo causal algum foi em qualquer momento mostrado entre Streicher, Frank ou Rosenberg em suas crenças anti-semitas e a comissão de qualquer crime. Tampouco ficou provado que o crime em causa (isto é, o chamado "Holocausto") tenha de fato sido cometido. Isso foi suposto e os escritos de Streicher foram encarados como tendo ajudado a "causá-lo".

Streicher fez diversas observações "altamente impróprias", que foram retiradas dos anais do julgamento e pelas quais foi advertido, com o consentimento de seu advogado, o Dr. Marx. Uma dessas observações foi apagada após o quinto parágrafo da página 310 do volume XII dos anais compostos <<página 337 linha 30 dos anais alemães>>, mas pode ser encontrada às páginas 8494-5 dos anais mimeografados americanos. Streicher disse:

"Se eu puder terminar agora com a descrição de minha vida, será com a descrição de uma experiência que lhes mostrará, cavalheiros do tribunal, que sem que o governo quisesse, coisas podem ter acontecido e que não são humanas, não de acordo com os princípios da humanidade. Cavalheiros, eu fui preso e durante meu internamento passei por coisas pelas quais nós, da Gestapo, temos sido acusados. Por quatro dias fiquei sem roupa numa cela, queimaram-me, fui jogado ao chão e uma corrente de ferro posta sobre mim. Tive de beijar os pés de negros que cuspiam em minha cara. Dois homens de cor e um oficial branco cuspiram em minha boca e quando eu não mais a mantive aberta eles a abriram com um pedaço de pau e quando pedi água fui levado à latrina e me disseram para beber do vaso sanitário".

"Em Wiesbaden, cavalheiros, um doutor se apiedou e digo aqui que era o diretor judeu do hospital, que agiu corretamente. Declaro aqui, para não ser mal compreendido, que os oficiais judeus que nos estão guardando aqui na prisão agiram corretamente e os médicos também me trataram e são dotados de consideração. Os senhores podem ver, nestas minhas declarações, o contraste entre aquela prisão e este momento".

Outra observação "imprópria" de Streicher foi apagada após o primeiro parágrafo à página 349 do Volume XII <<página 379 nos anais alemães>> e aparece nos anais mimeografados americanos, à página 8549:

"Assim sendo, para evitar qualquer mal-entendido, tenho a declarar que fui espancado em Freising, tanto que por dias seguidos, sem roupas, perdi 40% de minha audição e as pessoas riem quando faço perguntas. Não foi minha culpa que me tratassem assim. Por isso peço que me façam a pergunta outra vez".

Ao que o coronel Griffith Jones respondeu:

"Posso mostrar-lhe e repetiremos a pergunta tão alto quanto quiser".

Como se tratava de questão dentro do conhecimento pessoal de Streicher, e não por ouvir dizer, mostra-se difícil atinar com o motivo pelo qual tais observações foram apagadas, enquanto que informações de oitiva, favoráveis à acusação, foram mantidas (na verdade, a carga feita pela promotoria consiste em pouco mais, além de oitiva oral e escrita). Se a acusação não acreditou no depoimento de Streicher, de que havia sido torturado, tinha liberdade de interrogá-lo quanto às incoerências e mostrar que estava mentindo; em vez disso foi simplesmente repreendido e tais trechos apagados. A isso chamam verdade, justiça e julgamento justo...

Streicher afirmou que suas exigências pelo "extermínio" dos judeus foram causadas em sua maior parte pelas incursões aliadas de bombardeio e conclamações, feitas no exterior, de extermínio do povo alemão, por parte dos adversários.

"Se na América um autor chamado Erich Kaufmann pode publicamente exigir que todos os homens na Alemanha capazes de fazer filhos sejam esterilizados com o objetivo de exterminar o povo alemão, nesse caso eu digo, olho por olho, dente por dente. Esta é uma questão literária teórica" (XII 366 <<398-399>>). (V 91-119 <<106-137>>; XII 305-416 <<332-453>>; XVIII 190-220 <<211-245>>).






Do mesmo autor:


MADE IN RUSSIA: THE HOLOCAUST - "O Holocausto como propaganda comunista": Fotocópias do processo verbal de Nuremberg: sabão de gordura humana, meias de cabelo humano, execuções a vapor escaldante, por eletricidade, cremações com bombas atômicas, etc. "As mentiras mais gigantescas de todos os tempos". 412 páginas; em inglês. Disponível com Ernst Zündel, 206 Carlton St., Toronto, Canadá, M5A 2L1.

JAPS ATE MY GALL BLADDER: Phony atrocity tales of WWII "JAPAS COMERAM MINHA VESICULA BILIAR: RELATOS DE FALSAS ATROCIDADES DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL" - Citações literais dos processos por crimes de guerra: sopa japonesa de fígado e baço humanos, câmara de gás em Dachau, paletós de couro humano, Holocausto, etc; 40 páginas; em inglês. Disponível em REMARKS, PO Box 234, Aurora, NY 13026-026 (Estados Unidos).







"Israel como um Estado judeu constitui um perigo não apenas a si mesma e a seus habitantes, mas a todos os judeus, e a todos os povos e Estados do Oriente Médio e além."

- Prof. Israel Shahak, judeu e fundador da Liga Israelense de Direitos Humanos


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